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O vento galanteador
vive a sussurrar
nos ouvidos da noite
como que instigando-a
seduzindo-a.
Suas mãos correm
por sobre os montes
os vales, as campinas;
por entre os cabelos
como que afagando-os.
Deleita-se por sobre o mar.
O mar murmura com ternura...
Tudo aos pares.
Par do vento é brisa.
Par da brisa é vento.
Parda brisa.
Pardo vento.
Dalva Abrahão
Poema do Livro "Rosa Náutica" - pág: 37
inserido na série "Poesia de Bolso" - Volume I - Pág:56
Retribuindo a visita, Dalva...
ResponderExcluirGostei!
Paz e Bem!