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Eu sigo uma fonte guia
Me banho numa lua morna
O brilho dessa luz magia
Me deixa num luar enorme
No quarto minguante me deito
Na lua crescente cê dorme.
Eu conto o cantar da fonte
Eu canto o contar dos dias
No céu o lindo horizonte
Não enche minhas mãos vazias
Me vejo escalando monte
Em busca de uma poesia.
A rua abandonada fica
A lua do poeta some
No quarto dessa noite triste
A rima do poeta corre
Me vejo no canto da rua
Enquanto no quarto cê dorme.
Eu ouço o canto da lua
Chorando porque você dorme.
Dalva Abrahão
5º Lugar - 15º FESP - 2ooo
Pág: 138 da Coletãnea "Quinze Anos de Poesia"
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