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No cais deposito meus ais.
Sinto a maresia.
Vejo a densidade das espumas
correndo nas minhas veias
invadindo-me o sangue.
No convés, sob a lua de prata
deixo fluir um soneto,uma sonata.
Navego do começo do pôr-do-sol
até onde minha rima termina.
Do mar colho estrelas.
Roubo pérolas.
Recolho navios.
Dalva Abrahão
Pág: 21 do livro Rosa Náutica
E esse marinheiro que não vem!
ResponderExcluirLindo!