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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Serie "Poesia de Bolso"


Volumes :

I à VII

Extra Vagante


19º FESP - Festival Estadual de Poesia

5º Lugar - 2oo4

Carteando


IXº Concurso de Poesias da Cidade de Carangola

1º Lugar - 2oo2

Interestelar

.
Há um riso em mim.
Há um astro
um idílio.
Há um ultimato em mim.
Há um néctar
um novelo
há um oceano em mim
que te cobre a maior parte.
Enfim, há um verso
a nos transpor
da Terra até Netuno
passando por Júpiter
meu amor!

Dalva Abrahão


Poesia de Bolso - Volume o4- pág: 37

Extra Vagante

.
Nas asas do vento viajei.
Por sobre as ondas flutuei.
Guiada pela Estrela
o fundo do mar alcancei.
Por todo o recife
no Cavalo Marinho cavalguei.
Avistei Arraias, Polvos
Mariscos, Moluscos até que:
O Peixe Namorado encontrei.

Dalva Abrahão


5º Lugar - 19º FESP - 2oo4
Poesia de Bolso - Volume o4 - pág: 18

Série "Poesia de Bolso" - Volumes - 01 e 04

Sedução

.
O vento galanteador
vive a sussurrar
nos ouvidos da noite
como que instigando-a
seduzindo-a.
Suas mãos correm
por sobre os montes
os vales, as campinas;
por entre os cabelos
como que afagando-os.
Deleita-se por sobre o mar.
O mar murmura com ternura...
Tudo aos pares.

Par do vento é brisa.
Par da brisa é vento.

Parda brisa.
Pardo vento.

Dalva Abrahão

Poema do Livro "Rosa Náutica" - pág: 37
inserido na série "Poesia de Bolso" - Volume I - Pág:56

Carteando

.
No palco da vida
sou Dama de Paus
com brilho de star.

Sou Dama de Ouro
de prata, de bronze
de raio solar.

Na luta de esgrima
sou Dama de Espadas
com fino luar.

Sou Dama de Copas
de quartos, cozinhas
de salas de estar.

Dalva Abrahão


1º Lugar - IX Concurso da cidade de Carangola - 2oo2
Poesia de Bolso - Pág: 55 - Volume I

O Poeta, o Canto e a Lua


15º FESP - Festival Estadual de Poesia

5º Lugar - 2ooo

O Poeta, o Canto e a Lua


.
Eu sigo uma fonte guia
Me banho numa lua morna
O brilho dessa luz magia
Me deixa num luar enorme
No quarto minguante me deito
Na lua crescente cê dorme.

Eu conto o cantar da fonte
Eu canto o contar dos dias
No céu o lindo horizonte
Não enche minhas mãos vazias
Me vejo escalando monte
Em busca de uma poesia.

A rua abandonada fica
A lua do poeta some
No quarto dessa noite triste
A rima do poeta corre
Me vejo no canto da rua
Enquanto no quarto cê dorme.

Eu ouço o canto da lua
Chorando porque você dorme.

Dalva Abrahão


5º Lugar - 15º FESP - 2ooo
Pág: 138 da Coletãnea "Quinze Anos de Poesia"

Recado Abstrato


10º FESP - Festival Estadual de Poesia

5º Lugar - 1995

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Recado Abstrato

.
Quando digo a brisa
é pra que ela sopre no mar
pro mar murmurar ao vento
pro vento bater na bruma
pra bruma lavar o bosque
pro bosque balançar os ramos
pros ramos estremecerem em flores
pras flores bailarem nos campos
pros campos verdejarem os sonhos
pros sonhos tornarem-se reais.

Dalva Abrahão

5º Lugar - 10º FESP - 1995
Pág:96 da Coletãnea "Quinze Anos de Poesia"

Coletãnea "Quinze Anos de Poesia" lançada em 2ooo

Rosa Náutica - Livro vencedor do 4ºCONPEL lançado em 2oo2

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sensatez

.
Num fio de meada
um fio de cabelo
está toda a minha força.
Pra que eu nunca
perca a ponta.
E nunca queira à força.

Dalva Abrahão

Pág: 23 do livro Rosa Náutica

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Di'Amantes

.
A vóz clama entre chamas
e seu doce clamor é ouvido.
O sentimento
salta das entranhas
de um passado bruto
para um lapidado presente.
Então, o amor reina.
O diamante reluz.
E os amantes...
Os amantes são vistos sem sofisma
pela luz do mesmo prisma.

Dalva Abrahão

Terapêutica

.
Com mãos armadas
de lapis e papel
com vocábulos
componho meus poemas.

Às vezes...
São tédio.

Otras vezes...
Médio.

E na maioria das vezes...
Remédio.

Dalva Abrahão

Pág: 22 do livro Rosa Náutica

O Poeta e o Mar

.
No cais deposito meus ais.
Sinto a maresia.
Vejo a densidade das espumas
correndo nas minhas veias
invadindo-me o sangue.
No convés, sob a lua de prata
deixo fluir um soneto,uma sonata.
Navego do começo do pôr-do-sol
até onde minha rima termina.

Do mar colho estrelas.
Roubo pérolas.
Recolho navios.

Dalva Abrahão


Pág: 21 do livro Rosa Náutica