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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Prêmio Cell da "Proibido Proibir"



Noturnal

Quando ave
deixa-me noturna.
Melodia, ouça-me serenata.
Quando luz clarão de lua
beije o céu...

O céu da minha boca.

Quando vento
sinta leve açoite.
Quanto à flor
sou dama da noite.
Se farol
acenda o mar e a estrada.
Para seres meu sereno
meu moreno...
Quando madrugada. 
 
Dalva Abrahão

Prêmio Rô da "Proibido Proibir"


                                       
                                        Palavra Possuida
.
Numa noite de palavras marítimas
a pele da idade dos ventos,
me diz; que é na beleza das fábulas
bordadas de açucenas lilases
que o limite das mãos
tem cor e fantasia.
Que na paisagem vista do poente
a natureza viva,
tem mil razões
pra ouvir a canção...
Uma ópera azul!
Sendo assim
feito pássaro, nomeio chamas.
Faço de pérolas, as faces do paraiso.

É um mundo em novelos!
Rústico ofício de poeta.

Dalva Abrahão