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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Caráter Romântico


O meu caráter romântico
não me deixa seguir à risca!...
Não me deixa fugir da rima
nem seguir a métrica.
Não me obriga a sentir ciumes.
Não me traça nenhum esboço.
Não me mostra o fim do túnel
nem tampouco o fundo do poço.
Ele rima sempre que pode.
Metrifica o rumo estranho.
Sem ciumes e com riso largo
ele esboça um traço mágico
e o túnel se ilumina.
Com isso, nem sinal do poço fundo
e trágico...!

Dalva Abrahão

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sina

Do rio praia corre.
No lago cisne fica.
O mar mede a revolta.

O rio desce.
O lago stop.
O mar espelha.
O rio corredeira.
O lago fiquietinho.
O mar âncora d'ouro.

O rio pré destino.
O lago cis nefasto.
O mar badala o sino.

Que sina!

Dalva Abrahão
Di'Amante
.
O que eu não sei me escapa
e o pó do tapete se desfaz.
Noturnalmente, galopo feito raio
rompendo nuvens ao meio.
   Se pelo menos inundasse um pingo
me anoitecendo em azul...!

Ah!
Eu cantaria uma estrela
e, a cor da minha dor inverteria.

Encontro-me numa complexidade...
E mesmo que tudo se esgote
apenas um fragmento seu me rebrilha.
Mas, você não entende o reflexo 

da sua preciosidade...

Dalva Abrahão
ManYara
Meus pensamentos;
o azul do céu sobre as águas;
inesplicavelmente
se transportam em oferendas, e
suavemente amadurecida,
levo nenhum vintém,
mas dou graças, aleluia.

Emano cheiro de jasmim;
invento versos pra deixar mais dourada su'alma,
alma sua...

Saber estar feliz e irradiar alegria,
é ler-me com as mãos; é ver o dia clarear;
abrir olhos, oferendas...

- Cá pra nós...
De tal modo, que só tu entendas.

Dalva Abrahão

Inteiro Desejo

.
Bem que poderia apossar
da parcela de egoismo
que tenho por direito; mas não.
Abro mão do simbolismo
de minhas estrelas.
Delas quero apenas
as cores em forma de pérolas
adornando-me...O colo e a vida.

Da estrela vermelha
quero lembrar o amor.
Da estrela azul
quero o infinito.
Da estrela branca
quero ver o firmamento
e isto só já me basta!


Dalva Abrahão Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Prêmio Cell da "Proibido Proibir"



Sementeira
.
O arado sulca a terra.
Preparo do plantio
pra mais tarde
a alegria da colheita.

O tempo sulca...Rugas na pele.
Minuciosa trabalheira.

Enfim deitamos...
Nessa eterna sementeira.

Dalva Abrahão