De páginas abertas...Sejam bem vindos!

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domingo, 30 de dezembro de 2012







Ah, o amor...

Não falo daquele
'ao próximo'.
Falo daquele
amortece
pensando naquele
amortiza.
Moleque com chama
que inferniza
e com grito que rasga
arranhando cume.

Quero ver
se consegue
cortar pelo gume
meu coração já partido
e, entrecortar a linha
que há tempo sigo
que há muito coso, com gozo.

Ah, o amor...

- Dalva Abrahão.





O poema

amanheceu sonolento

na via expressa

deixando nas linhas

sua impressão nostálgica!

É que a atual invernada

o deixa lento e

ele não vê a hora

da próxima parada.

__ Estação das Flores.

Parece mágica!

Mas é só o botão se abrir

que a rima vem ligeira.

__ E o poema enriquece

não fica sem eira.

__ E o poeta à espera

permanece na beira!

 - Dalva Abrahão









Exclama Ação

Hoje
o meu acordar
foi antes do canto mavioso
do pássaro canoro.
Bem antes
do som desarmonioso
dos equipamentos
das construções vizinhas.
Muito antes
do sentimento abstrato
que sua taça me causa
e, só a minha língua bebe.
Sem falar da falta...
Do beijo do seu olhar
do brilho do seu aconchego
e, da réstia dourada
que sai dos seus lábios
a me solfejar!

Dalva Abrahão










Musi Qual?






Musi Qual?

O hálito
gélido da lua
feito névoa fina
penetrou no lábio solar!...
O cálido
hálito do sol
feito lava em faísca
solfejou no salão celeste!
Com isso...
Ferve o frevo no Sertão do agreste.
No Sudeste, acende o samba
o pagode , o funk
sem falar no sertanejo
e no caipira que chora o choro.
No Sul, arde milonga
chamamé e xote.
Centro Oeste abrasa o blues
o folk, o pop, o metal
o jazz e o tecnobrega.
Norte é labareda
puro fogo da lambada.

O hálito
quente do sol
feito reggae
rega e transborda o  cálice lunar!...
E os corações se inebriam no salão celeste!

- Dalva Abrahão







quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

8º Prêmio Macyell - 160º CP da Proibido Proibir


Triste Novembro


Quando ele calou a vóz

deixou apenas 
um silêncio gritante.
Respirei profundo
e consultei a tarde...
Simplesmente
ela se cobriu de manto
e a noite 
se revestiu de estrelas
virando paisagem.

A noite 
não está sendo nada atenuante.
Resta-me agora
o peito cheio de vontades
com uma chama que arde
e um clamor que nem se quer é ouvido.

Dalva Abrahão



terça-feira, 2 de outubro de 2012

7º Prêmio Macyell - 156º CP da Proibido Proibir




Pregão de Casamento

Em favor da música
querem se casar 
Bombardino Martins da Rocha
filho legítimo de Baixo da Rocha Furtado
e sua mulher Harpa Azul Sublimado
nascido e batisado na fábrica
de Antonio Salgado.
Ela, Sanfona Gomes Junqueira
filha legítima de Concertina Patrício Junqueira
e seu marido Harmonio Gomes Furtado
nascida e batisada na fábrica
do Zé Inchonfrado.
Se os demais instrumentos
souberem de algum impedimento
que iniba de casarem 
o Sr. Bombardino com a Sra. Sanfona
oponha-o na forma do compasso
de acordo com diapasão.
Para que chegue a todos
lavro o presente ensaio
para ser fixado 
no bombo do Zé Mendonça
e publicado pelo Chico Simão.
Eu, violino, escrivão
escrevi, dou fé.
 Oniloiv

- Dalva Abrahão