De páginas abertas...Sejam bem vindos!

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domingo, 30 de dezembro de 2012








Estrelítzias

Sentia -me semente
no jardim do amor.

Agora, sou flor!

Beija flor me beija
Mas, Tulipasseia...
No entanto, Girassolfeja
Bem Me Quer, bate Palma

E Eu...

Sou Sempre Viva
e que pra sempre
amada eu seja!

E os pés de beijo?...
Ah, esses estão por toda parte!

- Dalva Abrahão














Descartes







" Daria tudo que sei pela metade do que ignoro."
 - Descartes


Como o vento e o pensamento sou veloz cavalo alazão. 
Voo longe, rumo aos sonhos...

Pra isso
estive estivando as horas
Stevie Wonder.

Acontece que
feito Elton John
fiquei de Boby.
Até me cansei do Slash
e, se acaso não Voltaire
vou ser muito má.
Vou ser Madonna

Quem sabe...

Como o vento e o pensamento sou veloz cavalo alazão.
Voo longe, rumo aos sonhos...

Dalva Abrahão















Ah, o amor...

Não falo daquele
'ao próximo'.
Falo daquele
amortece
pensando naquele
amortiza.
Moleque com chama
que inferniza
e com grito que rasga
arranhando cume.

Quero ver
se consegue
cortar pelo gume
meu coração já partido
e, entrecortar a linha
que há tempo sigo
que há muito coso, com gozo.

Ah, o amor...

- Dalva Abrahão.





O poema

amanheceu sonolento

na via expressa

deixando nas linhas

sua impressão nostálgica!

É que a atual invernada

o deixa lento e

ele não vê a hora

da próxima parada.

__ Estação das Flores.

Parece mágica!

Mas é só o botão se abrir

que a rima vem ligeira.

__ E o poema enriquece

não fica sem eira.

__ E o poeta à espera

permanece na beira!

 - Dalva Abrahão









Exclama Ação

Hoje
o meu acordar
foi antes do canto mavioso
do pássaro canoro.
Bem antes
do som desarmonioso
dos equipamentos
das construções vizinhas.
Muito antes
do sentimento abstrato
que sua taça me causa
e, só a minha língua bebe.
Sem falar da falta...
Do beijo do seu olhar
do brilho do seu aconchego
e, da réstia dourada
que sai dos seus lábios
a me solfejar!

Dalva Abrahão










Musi Qual?






Musi Qual?

O hálito
gélido da lua
feito névoa fina
penetrou no lábio solar!...
O cálido
hálito do sol
feito lava em faísca
solfejou no salão celeste!
Com isso...
Ferve o frevo no Sertão do agreste.
No Sudeste, acende o samba
o pagode , o funk
sem falar no sertanejo
e no caipira que chora o choro.
No Sul, arde milonga
chamamé e xote.
Centro Oeste abrasa o blues
o folk, o pop, o metal
o jazz e o tecnobrega.
Norte é labareda
puro fogo da lambada.

O hálito
quente do sol
feito reggae
rega e transborda o  cálice lunar!...
E os corações se inebriam no salão celeste!

- Dalva Abrahão







quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

8º Prêmio Macyell - 160º CP da Proibido Proibir


Triste Novembro


Quando ele calou a vóz

deixou apenas 
um silêncio gritante.
Respirei profundo
e consultei a tarde...
Simplesmente
ela se cobriu de manto
e a noite 
se revestiu de estrelas
virando paisagem.

A noite 
não está sendo nada atenuante.
Resta-me agora
o peito cheio de vontades
com uma chama que arde
e um clamor que nem se quer é ouvido.

Dalva Abrahão